06 nov 17

Voternidade: momento mais especial para uma avó

Voternidade: momento mais especial para uma avó

Acabo de me tornar avó novamente de outra menina linda, a Helena. Terei momentos muito felizes ao lado de Manuela e Helena, minhas duas netas, que alegram meus dias e os tornam mais suaves e especiais, dão sentido a tudo. Chamo isso de voternidade.

E por que eu chamo essa relação de avó e netas de voternidade? Por que é um período em que precisamos tirar alguns dias para ajudar não só a cuidar da netinha, mas também da filha que tanto precisa de sua mãe nessa hora. É claro que como avó moderna, não terei tanto tempo e nem uma licença específica, mas reservo a nós esse momento especial de dar conforto e carinho para que a rotina delas seja suave e feliz.

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Quanto a nosso papel de avó, cabe saber a hora de acolhermos e de nos retirarmos. De abraçar e de irmos para nossa casa. Esse é o maior amor da vida, e posso até garantir que dá muito mais sentido aos nossos dias e lutas.

Uma pesquisa feita na Alemanha já concluiu que conviver com netos e cuidar deles reduz em 37% o risco de mortalidade dos avós – imagine só. Metade do grupo dos avós presentes viveu por dez anos depois do início da pesquisa. No grupo que não conviveu com netos, 50% das pessoas só chegou a sobreviver mais 5 anos.

É maravilhosa a voternidade!

Para terminar, deixo um texto sobre ser a mãe da mãe…escrito por Marcela Feriani.

Enquanto os olhos do mundo estão no bebê que acaba de nascer, a mãe da mãe enxerga a filha, recém-parida. O papel de avó pode esperar, pois é a sua menina que chora, com os seios a vazar.

A mãe da mãe esfrega roupinhas manchadas de cocô, varre o chão, garante o almoço. Compra pijamas de botão, lava lençóis sujos de leite e sangue. Ela sabe como é duro se tornar mãe. No silêncio da madrugada, pensa na filha, acordada. Quantas vezes será que foi? Aguentará a manhã com um sorriso? Leva canjica quentinha e seu bolo favorito.

Atarefada, a mãe da mãe sofre em silêncio. Em cada escolha da filha, relembra suas próprias. Diante de nova mãe, novo bebê, muito leite e tanto colo, questiona tudo o que fez, tempos atrás. Tempo que não volta mais.

Se hoje é o que se tem, então hoje é o que é. Olha nos olhos, traz pão e café. Esse é o colo, esse é o leite. Aqui e agora, presente.

A mãe da mãe ajuda a filha a voar. Cuida de tudo o que está às mãos para que ela se reconstrua, descubra sua nova identidade. Ela agora é mãe, mas será sempre filha.

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Toda mãe recém-nascida precisa dos cuidados de outra mulher que entenda o quanto esse momento é frágil. A mãe da mãe pode ser uma irmã, sogra, amiga, doula, vizinha, tia, avó, cunhada, conhecida. O fato é que o puerpério necessita de união feminina, dessa compreensão que só outra mãe consegue ter. O pai é um cuidador fundamental, comanda a casa e se desdobra entre mãe e filho, mas é preciso lembrar que ele também acaba de se tornar pai, ainda que pela segunda ou terceira vez.

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Comentários

  • amor à flor da pele!!! unlimited love forever!!!

    Por ana melillo 13 nov 17

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A Arte em frascos de Perfume
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Por vezes ouvi que sou muito criativa e visionária no universo da perfumaria, no qual tenho mais de 30 anos de experiência. Hoje, estou à frente da marca própria AnaSuil e continuo à frente das lojas Suil, Vent Vert e Calèche. Neste blog trago os temas de perfumes, casa, beleza, detalhes, lançamentos, clássicos e experiências. Tudo sob o olhar atento das mulheres 50 Bem +, um mundo do qual me orgulho por fazer parte. Espero ter você aqui comigo sempre!

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